Ao receber a imagem feita pela poetisa Clevane Pessoa tomei liberdade e fiz um soneto.
Olhei para os olhos e me veio estas palavras.
Olhei para os olhos e me veio estas palavras.
Ventura
Sonhos! Delírios! Permanecem verdade
No esgotar das horas tristes
O esgazear que já existe
Nos olhos que permanecem com a idade
O corpo que esfria em demasiado desalento
Esvai-se do espúrio da morte
Ofegando em teu peito um forte
Do mais enfermo pensamento
Eis que sinto um tormento
Por mais que eu tente um lamento
Nos teus olhos a solidão
A esperança me parece pura
Na sombra não acho a cura
Me acolho em meio tufão
X X X
Sonhos! Delírios! Permanecem verdade
No esgotar das horas tristes
O esgazear que já existe
Nos olhos que permanecem com a idade
O corpo que esfria em demasiado desalento
Esvai-se do espúrio da morte
Ofegando em teu peito um forte
Do mais enfermo pensamento
Eis que sinto um tormento
Por mais que eu tente um lamento
Nos teus olhos a solidão
A esperança me parece pura
Na sombra não acho a cura
Me acolho em meio tufão
X X X

1 comentários:
Caro Bruno:Fico bastante tocada por essa homenagem :o desenho representa minha mãe, quando o fuio de sua vida partiu-se-em acidente.
Publicarei seu soneto e o distribuirei aos amigos.
Você escreve bem e sabe adentrar nas entrelinhas do Outro.Alicie-se sempre assim, nessa terna maneira!
Um abraço:
Clevane
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